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in reply to: 0x2ea7f5f439d18811292e4e8c6dd941a69096f845fcd08bff0a7918cd0edcddd7 "Nem a Corregedoria funciona mais." dm @ Apr 25th, 2021 -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/Gi2oN https://noticias.r7.com/sao-paulo/corregedoria-apura-se-pms-forjaram-provas-para-prender-comerciante-04112020?amp Notícias/ São Paulo # Corregedoria apura se PMs forjaram provas para prender comerciante ### Sócio de depósito de bebidas ficou preso por um dia no interior de São Paulo, após policiais alegarem ter achado revólver e cocaína em banheiro no local Do R7, com informações da Record TV 4/11/2020 às 20h07 (Atualizado em 4/11/2020 às 20h07) <img src="https://archive.is/Gi2oN/30545be46394e3a2ddf188fef26056b945b82958.jpg"> Empresário denuncia PMs por tentarem incriminá-lo, em Araras (SP) Reprodução/Record TV Um empresário denunciou seis policiais militares por supostamente tentarem incriminá-lo ao colocar um pacote com arma e drogas dentro de um depósito de bebidas em Araras, no interior de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Militar investiga o caso. Câmeras de segurança flagraram o momento em que os seis PMs chegam à porta do depósito de bebidas, no centro da cidade, quando o comércio estava fechado. Em seguida, o zelador do prédio, que mora ao lado, aparece. Um dos policiais tira do bolso do homem as chaves do depósito e invade o comércio sem qualquer mandado judicial. Os donos do depósito chegam logo depois. Um dos policiais entra no galpão e vai direto ao banheiro, enquanto os comerciantes são levados para o lado de fora. O policial entra e sai do banheiro outras duas vezes e, na terceira, fica ali por um minuto. Quando ele reaparece, rapidamente tira um pacote branco do colete e coloca em cima de uma prateleira. Ele chama os outros policiais, como se tivesse encontrado algo suspeito. Os dois sócios do depósito de bebidas são detidos. Em depoimento, os PMs alegaram terem encontrado no pacote um revólver com a numeração raspada e 48 pinos de cocaína. O delegado, sem explicar o motivo, decide prender um dos sócios por porte ilegal de arma, já que, segundo ele, não dava pra saber de quem era a droga. ## "É um pesadelo, vou falar pra você, você não dorme." O comerciante passou um dia na cadeia, mas acabou liberado na audiência de custódia. Ele conversou com a Record TV. "É um pesadelo, vou falar pra você, você não dorme. A hora em que você acorda, você acha que está sonhando, mas você está lá naquele lugar. Eu não desejo nem para o meu inimigo”, relatou. O sócio da loja de bebidas disse que nunca teve passagem pela polícia e que não entende porque os policiais fizeram isso. O caso está sendo investigado na Corregedoria da Polícia Militar. A vítima, com medo, abandonou o trabalho e saiu do estado."Eu não estou morando nem mais lá no estado de São Paulo. Eu fui pra bem longe, porque é complicado esse tipo de coisa. eu não sei o que eles podem fazer contra mim." Após ver as imagens, o ouvidor da polícia do estado de São Paulo pediu esclarecimentos para a Corregedoria da PM. "No primeiro momento que invade, adentra a uma propriedade sem autorização judicial. não era situação de flagrante. Esse é o primeiro erro. Segundo, a atividade do policial conforme as imagens parece uma atividade muito suspeita", afirma Elizeu Soares Lopes. Para o ouvidor, o delegado também errou na prisão. "Acusar um e não acusar o outro, que juízo de valor o delegado fez sobre a conduta de um ou sobre a conduta de outro?", questiona. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/My0sX https://imirante.com/bacabal/noticias/amp/2021/02/08/lavrador-que-testemunhou-morte-de-comerciante-reaparece-e-relata-que-foi-torturado-e-quase-executados-por-pms-em-bacabal.shtml TESTEMUNHA DE ASSASSINATO # Lavrador que testemunhou morte de comerciante reaparece e relata que foi torturado e quase executado por PMs em Bacabal ### O lavrador José de Ribamar contou que ficou uma semana escondido no mato, pois havia sido levado por policiais militares para ser executado, já que os PMs o acusavam de roubar carneiros da fazenda em que o lavrador trabalhava. <img src="https://archive.is/My0sX/41aa86e6550ee9965eab8c337a551dc293a3a1b8.jpg"> Durante relato feito em uma rádio da cidade, o lavrador contou que foi levado por policias para ser morto, no dia em que os mesmos PMs levaram o comerciante Marcos Santos, para também ser assassinado. / Foto: Reprodução/TV Mirante. (Foto: Divulgação/TV Mirante) BACABAL - O lavrador José de Ribamar Neves Leitão, que estava desaparecido desde o dia 1º de fevereiro, foi encontrado na madrugada desta segunda (8). O homem afirma que ficou uma semana escondido no mato, pois havia sido levado por policiais militares para ser executado, já que os PMs o acusavam de roubar carneiros da fazenda em que o lavrador trabalhava. Riba contou que os policiais acusavam ele de ter roubado os carneiros e vendido para o comerciante. ## Veja o relato completo do lavrador José de Ribamar Neves Leitão [Video][/Video] ## Entenda o caso * [Investigação apura envolvimento de PMs na morte de comerciante em Bacabal](https://archive.is/o/My0sX/https://imirante.com/bacabal/noticias/2021/02/03/investigacao-apura-envolvimento-de-pms-na-morte-de-comerciante-em-bacabal.shtml) * [Veja quem são os PMs presos suspeitos da morte de comerciante em Bacabal](https://archive.is/o/My0sX/https://imirante.com/bacabal/noticias/2021/02/04/veja-quem-sao-os-pms-presos-suspeitos-da-morte-de-comerciante-em-bacabal.shtml) Durante relato feito em uma rádio da cidade, o lavrador contou que foi levado por policias para ser morto, no dia em que os mesmos PMs levaram o comerciante Marcos Santos, para também ser assassinado. José de Ribamar, que é conhecido como “Riba”, afirmou que viu o comerciante ser torturado e morto pelos policias, sendo que o genro do dono da fazenda fez parte da execução. “Na manhã de segunda-feira eu fui trabalhar, trabalhei até meio dia, quando cheguei do serviço, estava seu Gilberto falando com o sogro dele, fomos almoçar e ele disse para o Everaldo que ia me levar para o São Sebastião buscar sementes. Aí ele me levou de carro para uma rua sem saída, onde uma outra pessoa chegou em um carro. Aí o policial me disse que a gente não ia buscar sementes. Aqui é sobre os carneiros, porque eu já puxei a tua ficha todinha e com quem tu trabalhava. Tu trabalhava com Marquinho e eu sei que tu roubou esses carneiros e vendeu pro Marquinhos”, relatou o lavrador. Riba disse que afirmou para o policial que não tinha roubado carneiro nenhum, pois tinha passado o dia procurando os animais. O lavrador relatou quem mesmo após ter negado o crime, ele teve as mãos e os pés amarrados pelos policiais, foi espancado e depois jogado no porta-malas do carro. <img src="https://archive.is/My0sX/fdf23d6976a3648d118f9614dd670b6be17c7ea5.jpg"> Durante relato feito em uma rádio da cidade, o lavrador contou que foi levado por policias para ser morto, no dia em que os mesmos PMs levaram o comerciante Marcos Santos, para também ser assassinado. / Foto: Reprodução/TV Mirante. (Foto: Reprodução/TV Mirante.) “Aí o sargento (Pinho) chegou e já foi logo batendo na minha cara, já foi logo me esmurrando. E me amarraram as duas mãos e os pés, me derrubaram no chão, o sargento Pinho sentou em cima de mim e o seu Gilberto agarrou na minha garganta”. Após ser jogado na mala do carro, o lavrador relatou que os policiais foram até o comerciante Marcos e o colocaram no carro também. Riba conta que depois os PMs puxaram a garganta de Marcos e desferiram socos no rosto do comerciante. Os policiais amarram os pés de Marcos, jogaram água no rosto dele, mandaram uma pessoa pular em cima da barriga e dos peitos do comerciante e depois colocaram um pano no rosto dele e começaram a jogar água. “Eles foram matando ele asfixiado. Eles não davam chance nem dele falar, nem para ele se explicar. Molharam uma camisa e começaram a bater na cara dele até que ele parou de respirar e não resistiu. Aí ele disse, agora que esse aqui morreu e esse daqui ainda está vivo, vamos levar ele para matar lá no São Sebastião”, disse. O lavrador contou que ouviu os policias combinarem de levar ele para uma fazenda, para simular um confronto entre ele e os policiais, para justificar a morte do lavrador, que seria morto a tiros. “Aí disseram, ajoelha. Aí eu disse, pelo amor de Deus, não me mata, eu tenho minha família. Ele disse, aqui não tem negócio de Deus não, de família, tem negócio de filho aqui não, tu vai morrer, tu tem que morrer. A única prova é tu. Aí eu pedi pra Deus, me ajoelhei, aí ele colocou a arma na minha cabeça, quando ele apertou o dedo a arma não disparou. Nessa hora eu corri, eu criei forças na minha perna e corri. Nessa hora eles começaram a atirar, deram uns dez tiros atrás de mim. Eu passei a noite todinha correndo, com eles atrás de mim. Eu não podia sair de onde eu estava escondido, para poder ir numa casa beber uma água, porque eles já estavam atrás de mim para me matar”, relatou o lavrador. O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, foi até Bacabal para ouvir o depoimento do lavrador. “Ainda bem que ele foi encontrado com vida e pronto para ser ouvido e falar oficialmente sobre esses fatos. Muito importante ele ter sido localizado, porque teremos o conjunto de quem estava no cenário das circunstâncias desse fato e que poderá narrar livremente tudo aquilo que precisa ser coletado dentro do inquérito policial e encaminhado ao poder judiciário”, informou o secretário. ## Policiais estão presos Os cinco policiais militares suspeitos do assassinato do comerciante Marcos Santos estão presos na capital, desde a semana passada, após a polícia encontrar o comerciante morto. São eles, o tenente Pinho, o sargento Custódio e os cabos Robson, Rogério e Henrique. Eles foram ouvidos e transferidos para o presídio da Polícia Militar em São Luís. Imagens de câmera de segurança mostram a vítima entrando em um carro com os PMs à paisana na tarde de segunda-feira (1º). O vídeo mostra que é o tenente Pinho quem conduz o comerciante para dentro do veículo. Depois do ocorrido, a vítima ficou desaparecida. O corpo foi encontrado no dia seguinte com marcas de tiros e sinais de violência, em estrada que dá acesso ao município São Luís Gonzaga. Imagens de câmera de segurança mostram a vítima entrando em um carro com os PMs à paisana na tarde de segunda-feira (1º). O vídeo mostra que é o tenente Pinho quem conduz o comerciante para dentro do veículo. Depois do ocorrido, a vítima ficou desaparecida. O corpo foi encontrado no dia seguinte com marcas de tiros e sinais de violência, em estrada que dá acesso ao município São Luís Gonzaga. Na terça-feira, o lavrador José de Ribamar Neves desapareceu e, segundo o pai dele, o filho havia sido levado pelo sargento Custódio. O tenente Pinho estava com ferimento de tiro na perna e afirmou, em depoimento à polícia, que foi ferido em confronto com supostos ladrões. Em depoimentos, os militares suspeitos do crime disseram que investigavam roubo de carneiros na região. “Tudo que foi dito como versão da parte dos agentes públicos de segurança, policiais, não está se configurando como realidade material”, disse, em entrevista à TV Mirante, o secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, que acompanha o caso de perto. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/OEkul https://imirante.com/bacabal/noticias/amp/2021/02/04/veja-quem-sao-os-pms-presos-suspeitos-da-morte-de-comerciante-em-bacabal.shtml INVESTIGAÇÃO # Veja quem são os PMs presos suspeitos da morte de comerciante em Bacabal ### Lavrador está desaparecido, e o pai da vítima aponta um dos PMs como autor do sequestro. <img src="https://archive.is/OEkul/bee7841f6fc2f81dd377453a3935c4f98b728a8b.jpg"> Estão presos o tenente Pinho, o sargento Custódio (acima) e os cabos Robson e Rogério (abaixo). Foto: Reprodução. (Foto: Reprodução) BACABAL - Cinco policiais militares suspeitos do assassinato do comerciante Marcos Santos estão presos na capital. São eles, o tenente Pinho, o sargento Custódio e os cabos Robson, Rogério e Henrique. Eles foram ouvidos e transferidos para o presídio da Polícia Militar em São Luís. Imagens de câmera de segurança mostram a vítima entrando em um carro com os PMs à paisana na tarde de segunda-feira (1º). O vídeo mostra que é o tenente Pinho quem conduz o comerciante para dentro do veículo. Depois do ocorrido, a vítima ficou desaparecida. O corpo foi encontrado no dia seguinte com marcas de tiros e sinais de violência, em estrada que dá acesso ao município São Luís Gonzaga. [video][/video] **Leia mais:** * [Investigação apura envolvimento de PMs na morte de comerciante em Bacabal](https://archive.is/o/OEkul/https://imirante.com/bacabal/noticias/2021/02/03/investigacao-apura-envolvimento-de-pms-na-morte-de-comerciante-em-bacabal.shtml) * [Investigação aponta que policiais militares velados mataram auxiliar da Polícia Civil](https://archive.is/o/OEkul/imirante.com/maranhao/noticias/2021/02/01/investigacao-aponta-que-policiais-militares-velados-mataram-auxiliar-da-policia-civil.shtml) Na terça-feira, o lavrador José de Ribamar Neves desapareceu e, segundo o pai dele, foi o filho foi levado pelo sargento Custódio. O tenente Pinho estava com ferimento de tiro na perna e afirmou, em depoimento à polícia, que foi ferido em confronto com supostos ladrões. Em depoimentos, os militares suspeitos do crime disseram que investigavam roubo de carneiros na região. “Tudo que foi dito como versão da parte dos agentes públicos de segurança, policiais, não esta se configurando como realidade material”, disse, em entrevista à TV Mirante, o secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, que acompanha o caso de perto. As buscas pelo lavrador desaparecido estão sendo feitas nesta quinta-feira (4). Assista aqui à reportagem da TV Mirante sobre o caso. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/tbD7L https://imirante.com/bacabal/noticias/amp/2021/02/04/veja-quem-sao-os-pms-presos-suspeitos-da-morte-de-comerciante-em-bacabal.shtml Violência e negacionismo # Comerciante é assassinado a tiros em SC após pedir para clientes usarem máscara ### Daniel discutiu com três homens que queriam entrar sem máscaras no mercado <img src="https://archive.is/tbD7L/aff76cf24eedcf0a03b82e3ee13f78d460a7a267.jpg"> Comerciante é morto a tiros por pedir o uso de máscara - reprodução O comerciante Daniel Pereira Santos, 24, foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (22) em Itapema, no litoral de Santa Catarina, após ter discutido no mesmo dia com três clientes que não queriam usar máscaras como medida preventiva contra o novo coronavírus. Segundo relato da mãe da vítima, Daniel discutiu com três homens que queriam entrar sem máscaras no mercado, o que poderia gerar multa para o estabelecimento. Por volta das 19h20, de acordo com ela, um homem foi ao local e disparou diversas vezes contra seu filho. A Polícia Militar informou que os dois autores do crime estariam em um Fiat Uno, e que deixaram o local após o assassinato. Bombeiros encontraram Daniel com um ferimento no pescoço provocado por arma de fogo e o encaminharam a um hospital da região, mas ele não resistiu. A corporação também informou que fez rondas para tentar encontrar os suspeitos, a partir de descrições oferecidas por testemunhas, mas não teve sucesso. A Polícia Civil foi acionada e esteve no local para dar início a diligências e investigar a autoria e a motivação do crime. A rede de lojas Chico Bento, cuja franquia de Itapema a vítima administrava, publicou uma nota nas redes sociais lamentando o assassinato. "É com imenso pesar, que viemos comunicar o falecimento de nosso amigo e membro da Chico Bento Itapema, Daniel, que na noite dessa segunda-feira (22) foi assassinado em exercício do seu trabalho por uma banalidade. Um jovem empenhado, estudioso, trabalhador; humilde e com um coração enorme, que trabalhava com seus pais em ambição de um futuro melhor para ele e sua família", diz o texto. Mais violência Adair de Oliveira e Khaique Ferreira da Silva, policiais militares de Santa Catarina, aparecem em um vídeo revelado pelo site The Intercept Brasil agindo com truculência contra um casal de comerciantes, donos de uma padaria em Itajaí, no interior do estado. O caso ocorreu em dezembro de 2019. Após prender em flagrante na porta da panificadora um homem que carregava cocaína, os agentes entram no local e tem início uma discussão com Antonio Cesar de Oliveira e Beatriz Oliveira, donos do estabelecimento. O conflito escala e Adair empurra Beatriz para o chão e passa a segurá-la pelos cabelos. Já imobilizada, o agente estrangula a comerciante por mais de 30 segundos. Ela aparece sem ar nas imagens, com o rosto inchado. "Põe o braço para trás, eu vou te apagar", o policial ameaça. Em seguida, Adair espirra um jato de spray de pimenta a uma distância de poucos centímetros do rosto de Beatriz. Os policiais foram denunciados pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital por violência arbitrária, lesão corporal (Adair na modalidade grave, em razão das lesões causadas a Beatriz) e falsidade ideológica. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, a denúncia foi recebida pela Justiça em 13 de novembro de 2020 e o processo ainda está em andamento. O promotor de Justiça responsável pelo caso requisitou o encaminhamento integral dos autos à Corregedoria-Geral para que fosse analisado o afastamento dos policiais de funções operacionais e submissão a tratamento psicológico, em função da violência aplicada. No Twitter, a Polícia Militar afirmou que os policiais não foram afastados porque não houve "prejuízo processual" sobre eles. "Os policiais estão atendendo às suas funções de acordo com o requisitado por seu comando direto", disse a corporação. A polícia também se manifestou dizendo que agora cabe à Justiça averiguar e concluir sobre o ocorrido. "Não convém à PMSC a exposição de manifestação sobre fato apurado e encaminhado na forma da lei, que, já devidamente finalizado no âmbito institucional, agora transcorre na esfera judiciária." Segundo o The Intercept, a corregedoria da Polícia Militar entendeu que a ação dos agentes foi correta. Na conclusão do inquérito, de acordo com o site, o comando da PM de Itajaí afirmou que os policiais aplicaram o "uso progressivo da força" e que não houve indícios de crime, muito menos de transgressão disciplinar. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/H5DlP https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ribeirao/ri12019901.htm VIOLÊNCIA # Três policiais são acusados de tentar matar um homem, assassinar um comerciante e matar um artesão ### Ouvidor apura ação de PMs em Ribeirão da Folha Ribeirão A Ouvidoria de Polícia do Estado vai apurar a ação de policiais militares no último final de semana em Ribeirão Preto. Três PMs são suspeitos de espancar um artesão, matar um comerciante e atirar em outra pessoa. A Polícia Militar abriu sindicância em Ribeirão Preto para apurar os casos e um dos policiais já está preso administrativamente. De acordo com o ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Benedito Domingos Mariano, a ação dos policiais, que estavam de folga no último final de semana, é incomum no interior do Estado. Só nos dez primeiros dias deste ano, a PM já abriu dez sindicâncias para apurar possíveis envolvimentos de policiais em crimes, contra quatro no mesmo período do ano passado. Das 10, 5 estão diretamente relacionadas à violência contra o cidadão. Segundo Mariano, casos como esses são prioritários. "Iremos acompanhar de perto todas as investigações, tanto da Polícia Militar quanto da Civil e, inclusive, poderemos pedir cópias dos inquéritos", afirmou o ouvidor. Na noite de sexta-feira, o tenente Cleóteos Sabino, que estava de folga, é suspeito de ter espancado o artesão e comerciante Paulino Siqueira Borges Filho dentro da casa da vítima, no bairro de classe média Campos Elíseos, zona norte. De acordo com a polícia, Borges Filho se envolveu em uma briga com uma comerciante na praça das Bandeiras, na região central. A briga teria sido testemunhada por Sabino, que também teria se desentendido com o artesão. Após ter sido feito o boletim de ocorrência no 1º Plantão Policial, com a presença de Sabino, dois carros da PM teriam ido à casa de Borges Filho, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil. De acordo com a mulher do artesão, Teresinha de Jesus Pedro Borges, Sabino, que liderava o grupo de PMs, entrou na casa e espancou o artesão com chutes na perna e no estômago. Borges Filho foi levado para a delegacia e, logo em seguida, para a unidade de emergência do Hospital das Clínicas, onde está internado com fratura no maxilar e hemorragia no baço. Segundo o responsável pela sindicância, tenente Eliabe Guedes Furtado, da seção de Justiça e Disciplina do 3º Batalhão da PM, testemunhas já foram ouvidas, mas o policial continua trabalhando. A PM também está investigando para saber quem são os PMs que acompanharam Sabino. Na madrugada do sábado, o comerciante Benedito José Pinholi foi assassinado dentro do seu próprio bar. O suspeito do homicídio é o cabo da Polícia Militar Hamilton César Cordeiro, que está preso no batalhão da PM em Ribeirão. De acordo com testemunhas que passaram pelo local, teria havido uma discussão entre o comerciante e o policial. Já na noite de anteontem, na rua Avanhandava, no bairro Ipiranga, zona norte, João Luis Mendes foi atingido por uma bala na coxa esquerda durante uma briga. O suspeito de ser o autor do disparo é o PM Pedro Altamir Buzeto, que também estava de folga. Ele fugiu do local após a ocorrência. Segundo o responsável pelas duas sindicâncias abertas pela PM, o tenente Jean Charles Zanato, da sessão de Justiça e Disciplina do Comando de Policiamento, foram realizados vários laudos. "Pedimos exames de balística e de material residuográfico para sabermos a verdadeira autoria dos crimes", disse Zanato. Os policiais poderão responder processo na Justiça comum, além de receberem punição militar que pode levar à demissão. O Ministério Público irá acompanhar a abertura dos inquéritos. ## Outro lado A **Folha** não conseguiu falar com os acusados ontem, pois eles se recusaram a dar declarações sobre o assunto. Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da [Agência Folha](mailto:agencom@uol.com.br). -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/oxKlG https://twitter.com/i/events/1385592887933558785?s=09 <img src="https://archive.is/oxKlG/1bc80e70e31223f1bfd2e73c4c0bb7e5e34e72a4.jpg"> Estadão @Estadao 4 hours ago # Na gestão Bolsonaro, PF prende menos e reduz investigações; veja nºs ### Quedas das prisões em operações afetou os 10 principais tipos de crimes investigados, incluindo corrupção; instabilidade no comando da Polícia Federal explica queda, dizem especialistas Photo via @Estadao https://twitter.com/Estadao/status/1385538940841644032 Na gestão Bolsonaro, Polícia Federal prende menos e reduz investigações https://bit.ly/3elDvBQ -via @EstadaoPolitica <img src="https://archive.is/oxKlG/7bed0060a07d71cde939dd622844c355902ce17a.jpg"> https://twitter.com/Estadao/status/1385580465478901763 Na comparação de 2020 com 2018, no governo Temer, fenômeno da queda de prisões em operações afetou os 10 principais tipos de crimes investigados pela PF, como corrupção e delitos financeiros https://bit.ly/2RNDpez https://twitter.com/Estadao/status/1385581077188812802 A redução não pode ser creditada só à pandemia de covid, pois a tendência começou em 2019, quando Sergio Moro ainda comandava o Ministério da Justiça http://bit.ly/2RNDpez <img src="https://archive.is/oxKlG/8e50eea60cf035c5942e335785eb85423949a723.jpg"> https://twitter.com/Estadao/status/1385581471272902658 Para especialistas ouvidos pelo @EstadaoPolitica , os números são reflexo da instabilidade no comando da PF - que teve três diretores-gerais no governo Bolsonaro http://bit.ly/2RNDpez <img src="https://archive.is/oxKlG/e3e59601c8b6c83579e8b1542518a68f55626e14.jpg"> -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/9MaLC https://twitter.com/felipeneto/status/1225912741132750855 ATENÇÃO! Policial Militar q trabalha com deputado do PSL é um dos responsáveis pela viralização do vídeo falso e manipulado q diz q eu falo sobre sexo para crianças. Já estamos tomando as medidas judiciais cabíveis. Por favor, espalhem essa notícia! https://epoca.globo.com/guilherme-amado/policial-lotado-em-gabinete-de-deputado-do-psl-foi-primeiro-disparar-video-fake-de-felipe-neto-24236795 2:42 PM - 7 Feb 2020 14,401 Retweets | 57,616 Likes -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/QYu52 https://epoca.globo.com/guilherme-amado/policial-lotado-em-gabinete-de-deputado-do-psl-foi-primeiro-disparar-video-fake-de-felipe-neto-24236795 Guilherme Amado # Policial lotado em gabinete de deputado do PSL foi o primeiro a disparar vídeo fake de Felipe Neto ### Montagem traz trechos em que youtuber fala sobre sexo 07/02/2020 - 19:34 / Atualizado em 07/02/2020 - 19:35 Um policial que trabalha no gabinete do deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler, do PSL, foi o primeiro a publicar um vídeo com informações falsas sobre o youtuber Felipe Neto. O vídeo viralizou hoje em diferentes redes sociais. A montagem mostra imagens de crianças enquanto exibe trechos de vídeos antigos de Neto falando sobre sexo, que são editados para parecer que ele está falando para crianças. Segundo a equipe do youtuber, a montagem foi compartilhada pela primeira vez por Victor Marques, cabo da Polícia Militar em Minas e que recebe R$ 10,6 mil por seu cargo no gabinete de Engler. A equipe do deputado confirmou que Marques está lotado no gabinete. Felipe Neto diz que os vídeos usados na montagem são antigos, que parte foi removida ou que o acesso hoje só é permitido para usuários com mais de 18 anos. "A milícia digital cortou os trechos e montou com uma parte mais recente, quando eu já me preocupava com conteúdo para crianças e falei em um vídeo: ‘se você quiser assistir, veja com seus pais’, em que eu falava sobre um assunto que nada tinha a ver com sexo", disse o youtuber à coluna. <img src="https://archive.is/QYu52/b90d3a36cfcdfa984c97346bfa420126e7b2d92b.jpg"> “O responsável pela criação do vídeo falso cortou esse trecho e botou no início, para dar a entender que eu falei aquele conteúdo impróprio para crianças verem com os responsáveis”, afirmou. “As partes sexuais demonstradas no material veiculado são trechos de vídeos antigos, na época em que eu ainda fazia piada com palavrões e conteúdo erótico, como é absolutamente comum no humor direcionado para público mais velho em stand-ups e outros canais de YouTube. Foi um período em que eu não dialogava com público infantil de maneira alguma”. Segundo Neto, sua equipe jurídica tomará as medidas cabíveis para "tirar o material do ar e obter a reparação pelos danos causados”. A coluna tentou contato com o PM e com o deputado, mas a assessoria de imprensa do gabinete não retornou. O espaço está aberto a manifestações. **(Por Guilherme Amado e Naomi Matsui)** -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/f18PM https://twitter.com/felipeneto/status/1175599136713957378 Um policial matar uma criança não gera qualquer comentário do PSL, do Presidente, do Governador ou do Prefeito. Isso só vai acontecer se dois PMs homens se beijarem em público. 7:34 PM - 21 Sep 2019 7,262 Retweets 45,293 Likes -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/WEMuA https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/09/21/caso-agatha-felipe-neto-diz-que-governo-so-comentara-se-pms-se-beijarem.amp.htm Cotidiano # Caso Ághata: Felipe Neto diz que governo só comentará se "PMs se beijarem" Do UOL, em São Paulo 21/09/2019 23h59 Felipe Neto criticou Jair Bolsonaro (PSL), Wilson Witzel (PSC) e Marcelo Crivella (PRB) pelo silêncio em relação à morte da menina Ághata Félix, de oito anos, que foi atingida por um tiro de fuzil em uma operação da Polícia Militar no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O youtuber, que recentemente se manifestou contra a censura de um beijo gay na Bienal, disse que o presidente da República, o governador e o prefeito da capital só comentarão se "dois PMs homens se beijarem em público". "Um policial matar uma criança não gera qualquer comentário do PSL, do presidente, do governador ou do prefeito. Isso só vai acontecer se dois PMs homens se beijarem em público", escreveu o influenciador no Twitter, referindo-se ao fato de que Crivella tentou impedir a venda de uma HQ de Vingadores que tinha um beijo gay entre dois personagens. O youtuber foi além e responsabilizou diretamente o governador Wilson Witzel pela morte de Ághata. "Não há palavras suficientes para expressar a dor. A forma assassina de Witzel conduzir a 'segurança' do RJ não só NÃO ESTÁ RESOLVENDO NADA como está executando inocentes diariamente. Está tudo errado! E ainda há quem defenda essa monstruosidade", publicou Felipe. ---- https://archive.is/o/WEMuA/https://twitter.com/felipeneto?ref_src=twsrc^tfw|twcamp^tweetembed|twterm^1175595894919565312|twgr^|twcon^s1_&ref_url=https://d-6209836491019646091.ampproject.net/2104081613001/frame.html Não há palavras suficientes para expressar a dor. A forma assassina de Witzel de conduzir a “segurança” do RJ não só NÃO ESTÁ RESOLVENDO NADA como está executando inocentes diariamente. Está tudo errado! E ainda há quem defenda essa monstruosidade!!! #ACulpaEDoWitzel <img src="https://archive.is/WEMuA/979767b479d0d6c4c771ea3535a2ce9c083c571f.jpg"> ---- A imagem usada pelo empresário neste segundo tuíte é uma montagem: de um lado, está a foto de Ághata, de oito anos; do outro, há uma charge na qual Witzel aparece com a boca suja de sangue. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/OD0VC https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/09/21/luciano-huck-sobre-morte-de-agatha-no-rj-chuva-de-tiros-nao-e-o-caminho.amp.htm Cotidiano # Luciano Huck sobre morte de menina no RJ: "Chuva de tiros não é o caminho" <img src="https://archive.is/OD0VC/e0248c1dfd64ab69927ecc9c9d03bc866306ae04.webp"> Agatha Félix morreu na noite de sexta-feira atingida por tiro durante operação policial Imagem: Voz das Comunidades Do UOL, em São Paulo 21/09/2019 21h57 Luciano Huck se manifestou sobre a morte da pequena Ághata Félix, de 8 anos, ocorrida ontem à noite no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, e afirmou que a "chuva de tiros não é o caminho" para a segurança pública. "Ághata, tinha 8 anos, estava a caminho de casa na Favela da Fazendinha (RJ), morreu com um tiro nas costas. Uma tristeza. Me coloco no lugar da família. Chuva de tiros não é o caminho", defendeu Huck. ---- https://archive.is/o/OD0VC/https://twitter.com/LucianoHuck?ref_src=twsrc^tfw|twcamp^tweetembed|twterm^1175561362988294144|twgr^69ea30c384f57e0981315a188df53062d6a54b5e|twcon^s1_&ref_url=https://d-2668087172215887441.ampproject.net/2210211855000/frame.html Agatha, tinha 8 anos, estava a caminho de casa na Favela da Fazendinha (RJ), morreu com um tiro nas costas. Uma tristeza. Me coloco no lugar da família. Chuva de tiros não é o caminho. (Voz de Danilo, tio da Agatha) @vozdacomunidade ---- Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o apresentador e empresário, que esteve perto de concorrer ao Planalto em 2018, vem intensificando a sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais do que nunca. (Leia a matéria completa aqui) ## Criança estava dentro de kombi Uma operação policial no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, terminou com a morte de uma criança de 8 anos e causou protestos contra o governador Wilson Witzel. De acordo com relato de moradores, Ághata Vitória Sales Félix estava dentro de uma Kombi junto ao avô quando foi atingida por um tiro de fuzil. Ela chegou a ser levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também zona norte, mas teve a morte confirmada no local. Testemunhas apontam que os policiais perseguiam uma moto quando houve o disparo que atingiu a criança. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, informou que as equipes da UPP Fazendinha foram atacadas de forma simultânea dentro da comunidade e revidaram. O comunicado informa ainda que será aberto um procedimento pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora para apurar o caso. Nas redes sociais, diversos protestos foram direcionados ao governador Wilson Witzel, com a hashtag #ACulpaÉdoWitzel em primeiro lugar nos trending topics. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/Ej495 https://m.youtube.com/watch?v=jvrgldERlxk # Felipe Neto se REVOLTA com PM escoltando Bolsonarista na manifestação em São Paulo 4,394 views • May 31, 2020 [TUTUBE TV](https://www.youtube.com/channel/UCylY7mf5UDATgsrOXPq0Zew) 294K subscribers Felipe Neto se REVOLTA com PM escoltando Bolsonarista na manifestação em São Paulo Felipe Neto critica PM que escolta calmamente mulher bolsonarista com taco de beisebol na Paulista. Youtuber também defendeu a prisão de quem vai às ruas defender o golpe estimulado por Jair Bolsonaro, Lugar de fascista é na cadeia. O youtuber Felipe Neto, que se tornou um crítico contundente de Jair Bolsonaro, assumindo posturas progressistas, foi ao Twitter para comentar as ações violentas da Polícia Militar contra manifestantes antifascistas, neste domingo (31), na Avenida Paulista. Felipe postou um vídeo no qual um policial militar conduz calmamente uma mulher bolsonarista, usando uma bandana com a imagem da bandeira dos EUA como máscara e carregando um taco de beisebol. O comportamento do PM foi o oposto da ação violenta da PM, agredindo os manifestantes antifascistas, que promoviam ato pacífico na Paulista. Olhem para isso. Policial escolta com toda calma do mundo uma manifestante fascista com arma branca ameaçando os que lutam por democracia. Ela não foi presa, postou o youtuber. Além disso, Felipe Neto, em outra postagem, defendeu a prisão de manifestantes que foram às ruas defender o golpe estimulado por Jair Bolsonaro. URL DO VÍDEO: https://youtu.be/jvrgldERlxk -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/utbHT https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/09/21/oab-sobre-morte-de-agatha-normalizar-barbarie-e-sinal-de-sociedade-doente.htm # OAB sobre morte de Ághata: Normalizar barbárie é sinal de sociedade doente Do UOL, em São Paulo 21/09/2019 18h51 A seccional fluminense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criticou o governador Wilson Witzel, após a morte de uma criança de 8 anos ocorrida no Complexo do Alemão, zona norte da capital fluminense, ontem à noite Uma operação policial no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, terminou com a morte de uma criança de 8 anos. De acordo com relato de moradores, Ághata Vitória Sales Félix estava dentro de uma Kombi junto ao avô quando foi atingida por um tiro de fuzil. Ela chegou a ser levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também zona norte, mas teve a morte confirmada no local. Testemunhas apontam que os policiais perseguiam uma moto quando houve o disparo que atingiu a criança. "A morte de Ághata vem se somar à estatística de 1.249 pessoas mortas pela polícia nos oito primeiros meses do ano. Um recorde macabro que este governo do Estado aparenta ostentar com orgulho", lê-se na nota da entidade. "A OAB-RJ lamenta profundamente que a média de cinco mortos por dia pela polícia seja encarada com normalidade pelo Executivo estadual e por parte da população. A normalização da barbárie é sintoma de uma sociedade doente." Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, informou que as equipes da UPP Fazendinha foram atacadas de forma simultânea dentro da comunidade e revidaram. O comunicado informa ainda que será aberto um procedimento pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora para apurar o caso. Nas redes sociais, diversos protestos foram direcionados ao governador Wilson Witzel, com a hashtag #ACulpaÉdoWitzel em primeiro lugar nos trending topics. Leia abaixo a nota completa da OAB: A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro, lamenta profundamente a morte da menina Ághata Vitória, de oito anos, no Complexo do Alemão, na noite de sexta-feira. A morte de Ágatha vem se somar à estatística de 1.249 pessoas mortas pela polícia nos oito primeiros meses do ano. Um recorde macabro que este governo do Estado aparenta ostentar com orgulho. A OABRJ lamenta profundamente que a média de cinco mortos por dia pela polícia seja encarada com normalidade pelo Executivo estadual e por parte da população. A normalização da barbárie é sintoma de uma sociedade doente. A OABRJ lamenta profundamente que horas antes da morte de Ághata o governador tenha dito, conforme relatou a imprensa, que promoveria um "combate e caça nas comunidades". As mortes de inocentes, moradores de comunidades, não podem continuar a ser tratadas pelo governo do Estado como danos colaterais aceitáveis. A morte de Ághata evidencia mais uma vez que as principais vítimas dessa política de segurança pública, sem inteligência e baseada no confronto, são pessoas negras, pobres e mais desassistidas pelo Poder Público. A defesa do direito à vida é o princípio mais básico do ser humano e deveria ser o norte de qualquer governo civilizado. Uma política de segurança pública sem planejamento de inteligência atenta contra a integridade da população, e da própria polícia, e afronta os parâmetros básicos de civilidade. Por meio de sua Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária, a OABRJ está à disposição da família de Ághata e de familiares de outras vítimas da violência do Estado. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/rCag4 https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/09/21/avo-rebate-versao-da-policia-e-nega-confronto-em-operacao-que-matou-agatha.htm Cotidiano # Avô rebate versão da polícia e nega confronto em operação que matou Ághata <img src="https://archive.is/rCag4/04f20b071655a7d72e01fa730904b82a6216c644.webp"> Ailton Félix, avô da menina Ágatha, que morreu após ser baleada no Complexo do Alemão Imagem: Reprodução/TV Globo Do UOL Em São Paulo 21/09/2019 15h08 O avô de Ághata Félix, morta na noite de sexta-feira depois de ser atingida por um tiro em operação policial, Airton Félix rebateu a versão da Polícia Militar do Rio de Janeiro e negou haver confronto no Complexo do Alemão no momento em a neta ela foi baleada dentro de uma Kombi. "Mais um na estatística. Vai chegar amanhã e morreu uma criança num confronto. Que confronto? A mãe dele passou lá e viu que não tinha confronto. Com quem? Porque não tinha ninguém, não tinha ninguém. Atirou por atirar na Kombi lá. Atirou na Kombi e matou a minha neta. Foi isso. Isso é confronto? A minha neta estava armada por acaso pra poder levar um tiro?", afirmou Airton Félix, avô da criança, em reportagem do Jornal Hoje. "Não foi o filho dele, nem a filha dele não, foi a filha de um trabalhador. Ela fala inglês, tem aula de balé, tem aula de tudo, era estudiosa. Ela não vivia na rua não. Agora vem o policial aí e atira em qualquer um que está na rua. Acertou minha neta. Perdi minha neta. Não era para perder ela, nem ninguém", completou o avô. Ághata foi a quinta criança morta depois de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro, segundo aponta o Instituto Fogo Cruzado. Além dela, Jenifer Gomes, de 11 anos, Kauan Peixoto, 12, Kauaã Rozário, 11, e Kauê dos Santos, 12, foram as vítimas. Procuradas pelo UOL, a Polícia Militar e o Governo do Estado do Rio de Janeiro mantiveram a alegação de que criminosos realizaram ataques simultâneos no Complexo do Alemão e que os policiais da UPP Fazendinha revidaram à agressão. Em nota, o Governo do Estado lamentou a morte de Agatha e informou que "as mortes decorrentes de intervenção de agente público são apuradas pelas corregedorias e em inquéritos da Delegacia de Homicídios. Caso comprovado algum excesso, são aplicadas punições previstas em Lei". Já a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro respondeu em nota que será aberto pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (UPP) um procedimento para apurar as circunstâncias da ação policial. O órgão sustenta a versão de que os policiais reagiram a ataques quando estavam baseados entre a esquina da rua Antônio Austragésilo com a rua Nossa Senhora. <img src="https://archive.is/rCag4/3cc6e5191f3ab3d2fcc528cf95f230cea3f9595b.webp"> Agatha Félix morreu na noite de sexta-feira atingida por tiro durante operação policial Imagem: Voz das Comunidades ## Veja abaixo a nota da Assessoria de Imprensa da Polícia Militar do Rio de Janeiro: Após o confronto, não foi encontrado feridos na varredura do local. Na sequência, os policiais foram informados por populares que um morador teria sido ferido na localidade conhecida como "Estofador". Uma equipe da UPP se deslocou até o Hospital Getúlio Vargas e confirmou a entrada de uma criança de 8 anos ferida por disparo de arma de fogo. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) irá abrir um procedimento apuratório para verificar todas as circunstâncias da ação. ## Veja abaixo o posicionamento oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro: - O Governo do Estado lamenta profundamente a morte da menina Ághata, assim como a de todas as vítimas inocentes, durante ações policiais. O trabalho realizado pelas polícias, que têm como principal objetivo localizar criminosos e apreender armas e drogas, é pautado por informações da área de inteligência e segue protocolos rígidos de execução, sempre com a preocupação de preservar vidas. - Todas as mortes decorrentes de intervenção de agente público são apuradas pelas corregedorias e em inquéritos da Delegacia de Homicídios. Caso comprovado algum excesso, são aplicadas punições previstas em lei. - Na noite de sexta, criminosos realizaram ataques simultâneos em diversas localidades do Complexo do Alemão. Policiais da UPP Fazendinha revidaram à agressão e, após o confronto, foram informados por moradores que a menina tinha sido atingida e levada para o Hospital Getúlio Vargas. A PM já abriu um procedimento para apurar a ação dos policiais. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/m12Qh http://www.bandnewsfmrio.com.br/editorias-detalhes/policia-indicia-youtuber-felipe-neto-por-divu # Polícia indicia youtuber Felipe Neto por divulgação de conteúdo impróprio para crianças e adolescentes ### A denúncia, inicialmente, foi enviada ao Ministério da Justiça Por Daniella Dias, às 16:34 - 07/11/2020 A Polícia Civil nega que tenha indiciado o influenciador digital Felipe Neto sem nenhum tipo de notificação. O youtuber foi indiciado última quinta-feira (5), por corrupção de menores. De acordo com a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, ele teria divulgado material impróprio para crianças e adolescentes em seu canal do Youtube. Os investigadores apontam, ainda, que a classificação etária dos vídeos não foi indicada e que, por isso, conteúdo e linguajar supostamente inapropriados ficaram disponíveis para menores de idade. A denúncia, inicialmente, foi enviada ao Ministério da Justiça. Em nota divulgada pela Internet, a assessoria de Felipe Neto disse que a polícia indiciou o youtuber sem colher depoimento. Ao contrário do que afirma o influenciador digital, o delegado responsável pelo caso, Pablo Sartori, afirma que Felipe Neto foi intimado para prestar depoimento. A assessoria de Felipe Neto diz, ainda, ele está sendo atacado com "falsas acusações e desinformações" que teriam sido feitas por "membros da extrema-direita" desde que o influenciador digital começou a fazer críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/sq24Q http://web.archive.org/web/20201126075320/https://www.uol.com.br/splash/colunas/mauricio-stycer/2020/07/31/jn-defende-felipe-neto-contra-acusacoes-falsas-e-campanha-de-destruicao.htm https://www.uol.com.br/splash/colunas/mauricio-stycer/2020/07/31/jn-defende-felipe-neto-contra-acusacoes-falsas-e-campanha-de-destruicao.htm [Mauricio Stycer](https://noticias.uol.com.br/colunas/mauricio-stycer) # JN defende Felipe Neto contra "acusações falsas" e "campanha de destruição" <img src="https://archive.is/sq24Q/9dfe1e2918eca0f715592e0adfa4367f9133ddc7.webp"> Felipe Neto dá entrevista ao repórter Helter Duarte no "Jornal Nacional" Imagem: Reprodução/TV Globo No ambiente de enorme polarização política em que se encontra o país, cabe destacar e elogiar a postura do "Jornal Nacional" em relação a Felipe Neto. O telejornal nesta quinta-feira (30) foi além do dever de informar sobre os ataques que ele está sofrendo e se posicionou claramente a favor do youtuber. Felipe Neto é alvo de uma campanha de difamação pesada desde que, há duas semanas, gravou para o "New York Times" um vídeo com críticas à forma como o governo do presidente Jair Bolsonaro está enfrentando a pandemia de coronavírus. Antes de exibir uma reportagem de seis minutos sobre o assunto, o apresentador William Bonner disse textualmente: "O influenciador digital Felipe Neto tem sido vítima de acusações falsas e de ameaças nas redes sociais. Nesta quarta-feira (29), esses ataques foram parar na porta da casa dele." No modelo mais convencional de jornalismo que o JN pratica, esta notícia talvez começasse de outra forma, mais precavida: "O influenciador digital Felipe Neto está sendo acusado de pedofilia nas redes sociais". Mas, não. O telejornal se mostrou seguro, com base em apurações que fez, para ir além do que seria este modelo tradicional de jornalismo e afirmou, tomando posição em defesa do youtuber, que as acusações são falsas. Após Bonner, também o repórter Helter Duarte usou palavras enfáticas ao expor a situação de Felipe, observando que o vídeo gravado para o jornal americano está na origem destes ataques: "A partir daí, Felipe passou a ser vítima de uma campanha de destruição nas redes sociais que, na tarde desta quarta, deixou de ser virtual." Mais do que [as declarações do próprio Felipe Neto ao JN](https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/30/felipe-neto-da-entrevista-ao-jornal-nacional-e-web-reage.htm), creio que a posição do principal telejornal do país em defesa do youtuber foi a notícia principal da noite. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/WudE8 https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/30/felipe-neto-da-entrevista-ao-jornal-nacional-e-web-reage.htm # No JN, Felipe Neto comenta ataques: 'Nível de perseguição que não imaginei' <img src="https://archive.is/WudE8/9dfe1e2918eca0f715592e0adfa4367f9133ddc7.webp"> Felipe Neto em entrevista ao Jornal Nacional Imagem: Reprodução/TV Globo Colaboração para o UOL, em São Paulo 30/07/2020 23h09Atualizada em 31/07/2020 15h37 Felipe Neto deu uma entrevista ao Jornal Nacional na noite de hoje, em que falou sobre a ação orquestrada de grupos para sujar sua imagem nas redes sociais. O influencer comentou sobre um ataque que recebeu em frente à sua casa ontem, quando o carro de som parou na entrada do condomínio onde ele mora, no Rio, com mensagens contra o youtuber. ## "Virem atrás de mim, dentro da minha casa, é um nível de perseguição que eu não imaginei que aconteceria. Sabe aquele vilão de novela, que você fala assim: não existe na vida real? Mas existe. Ele está aí, ele acontece. E eu estou vendo agora na prática até onde as pessoas são capazes de ir" ### - Felipe Neto Felipe disse que se conforma em ser cobrado por possíveis erros que tenha cometido no passado, mas que não aceita ser perseguido ou alvo de mentiras. A reportagem mostrou que perfis em redes sociais fazem montagens para associar o youtuber a mensagens pedófilas, comprovadamente falsas. "Não minta. Não tente atacar com ódio, raiva e vontade de arruinar a vida da pessoa. O que está acontecendo comigo hoje pode acontecer com sua família. Tenha responsabilidade usando as redes sociais. As pessoas manipulam justamente as que fazem o encaminhamento. Não seja manipulado por essa orquestra", disse ele em outro trecho da conversa. Felipe afirmou que pretende processar quem mentir contra ele nas redes sociais e o autor do ato na porta de seu condomínio. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/K4ttH https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/delegado-que-investigou-felipe-neto-e-bonner-agora-mira-jornalista-do-intercept Colunas [Guilherme Amado](https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado) Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli # Delegado que investigou Felipe Neto e Bonner agora mira jornalista do Intercept ### Pablo Dacosta Sartori serviu como testemunha para abertura de inquérito contra Leandro Demori Guilherme Amado, Naomi Matsui 08/06/2021 13:00, atualizado 08/06/2021 18:27 <img src="https://archive.is/K4ttH/406b67eba80956c284453825d03f8d7581400733.webp"> O delegado Pablo Dacosta Sartori, que abriu investigações contra Felipe Neto, William Bonner e Renata Vasconcellos, deu o pontapé para a abertura de um inquérito policial contra Leandro Demori, editor-executivo do site The Intercept Brasil. A abertura do inquérito foi assinada pela delegada Daniela dos Santos Rebelo Pinto, em 19 de maio deste ano, com duração de 30 dias, e corre na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, comandada por Sartori. Demori foi intimado a depor nesta quinta-feira, às 14h. O motivo seria o conteúdo de uma [newsletter](https://theintercept.com/2021/06/08/denuncia-core-leandro-demori/) publicada em 8 de maio pelo The Intercept, com acusações contra policiais civis do Rio de Janeiro, especificamente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A newsletter afirmava que agentes envolvidos no massacre no Jacarezinho são “conhecidos como “facção da Core”. O inquérito foi pedido pelo próprio Sartori, que serviu como testemunha para a solicitação. O delegado foi o mesmo que intimou [Felipe Neto a depor, após o youtuber ter chamado Jair Bolsonaro de “genocida”](https://archive.is/o/K4ttH/https://www.metropoles.com/brasil/genocida-justica-manda-arquivar-investigacao-contra-felipe-neto), e que abriu uma [investigação contra os jornalistas apresentadores do Jornal Nacional](https://archive.is/o/K4ttH/https://www.metropoles.com/brasil/juiza-tranca-inquerito-contra-bonner-e-renata-no-caso-flavio-bolsonaro), para apurar uma notícia-crime registrada por Flávio Bolsonaro. A coluna procurou a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas ainda não obteve resposta. O espaço está aberto para manifestações. (Atualização às 18h20 de 8 de junho de 2021: Em nota, a Polícia Civil afirmou: “O inquérito foi aberto no dia 12 de maio após denúncia de policiais da CORE, que se sentiram ofendidos pelas postagens dos dois jornalistas. O inquérito tem 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado caso necessário. Quem assinou a abertura do procedimento foi a delegada Daniela Rebelo, que estava substituindo o titular da DRCI, afastado por licença médica”.) -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/vjuqU https://www.metropoles.com/brasil/genocida-justica-manda-arquivar-investigacao-contra-felipe-neto # “Genocida”: Justiça manda arquivar investigação contra Felipe Neto ### O influenciador Felipe Neto entrou com pedido para encerrar a investigação da Polícia Civil, a partir de denúncia de Carlos Bolsonaro Adriana Cruz 12/05/2021 19:26, atualizado 12/05/2021 19:40 Rio de Janeiro – A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu arquivar o inquérito da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) contra o youtuber Felipe Neto por ter chamado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “genocida”. A denúncia contra o influenciador digital foi feita pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), em 10 de março. O filho do presidente alegou que Neto praticou crime de calúnia, previsto na Lei de Segurança Nacional (LSN) e no Código Penal, ao postar um vídeo de Bolsonaro junto à palavra “genocida”. Neto pediu o arquivamento. Para a magistrada, a Verificação de Procedimento de Investigação (VPI) foi instaurado de foram irregular “por iniciativa de Carlos Nantes Bolsonaro, que não integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça, evidenciando-se, assim, a ausência de condição de procedibilidade necessária para a instauração do procedimento investigatório sob exame”. Em outro trecho do documento, a magistrada defendeu que “tal crítica ao Presidente da República não configura nenhuma ameaça aos bens jurídicos tutelados pela Lei de Segurança Nacional, não possuindo o condão de lesionar real ou potencialmente o Estado de Direito, o regime representativo e democrático, a soberania nacional ou a Federação e a integridade territorial.”. [Em 17 de março, a juíza já havia decidido suspender a investigação, sob o argumento de que o caso era competência da Polícia Federal.](https://archive.is/o/vjuqU/https://www.metropoles.com/brasil/denuncia-de-carlos-bolsonaro-contra-felipe-neto-vai-a-justica-do-rio) Felipe Neto afirmou, durante entrevista ao GShow, que dinheiro é essencial para a felicidade... — Reprodução/Instagram -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- https://archive.is/kz9fC https://www.metropoles.com/brasil/juiza-tranca-inquerito-contra-bonner-e-renata-no-caso-flavio-bolsonaro # Juíza tranca inquérito contra Bonner e Renata no caso Flávio Bolsonaro ### Os dois apresentadores da Rede Globo foram alvo de notícia-crime protocolada pela defesa do senador Flávio Bolsonaro Estadão Conteúdo 14/02/2021 10:59, atualizado 14/02/2021 11:10 <img src="https://archive.is/kz9fC/762a6182201c56afdcf811935b7b316c2310c272.webp"> A juíza Maria Tereza Donatti, do 4° Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro, trancou inquérito policial aberto pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática contra os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos, da Rede Globo. Os âncoras do Jornal Nacional (JN) foram alvo de notícia-crime protocolada pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que alegou descumprimento à decisão judicial que proibiu a emissora de exibir documentos relacionados ao caso das “rachadinhas”. A censura foi decretada em setembro pela juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Rio, que alegou risco de dano à “imagem” de Flávio Bolsonaro caso as peças fossem veiculadas pela TV Globo. A decisão foi mantida pelo desembargador Fábio Dutra, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. Em outubro, o ministro Ricardo Lewandowski mandou o tribunal fluminense julgar o caso envolvendo a emissora. A notícia-crime de Flávio Bolsonaro levou à abertura de um inquérito policial contra Bonner e Renata em dezembro — ambos foram intimados a prestar depoimentos. A investigação foi conduzida pelo delegado Pablo Dacosta Sartori, que também se colocou como testemunha no caso. Ao trancar o inquérito, a juíza Maria Tereza Donatti criticou a decisão do delegado, afirmando que ele não tinha competência para investigar os apresentadores, visto que nenhum deles cometeu crime de informática. “Conforme o dito popular, ‘pau que nasce torno, morre torto’. Logo no início, nada justificava a instauração do procedimento na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Informática”, frisou. ## “Ainda que tivesse ocorrido a desobediência, o veículo teria sido a televisão (a matéria jornalística foi exibida no Jornal Nacional), portanto a Delegacia Especializada não tinha atribuição para agir. Também é de se estranhar que a própria autoridade policial tenha figurado como ‘testemunha do fato’, como constou do registro da ocorrência”. A magistrada pontuou que trancar o inquérito é medida que se impõe para restaurar a normalidade e resguardar o livre exercício da imprensa. “Os pacientes (Bonner e Renata) noticiaram a propositura de ação penal em face do senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, por crimes cometidos no exercício de seu mandato como Deputado Estadual, sendo evidente o interesse público na hipótese”, afirmou Maria Donatti. “Como bem disse o MP, na sua promoção, ‘parlamentares estão obrigados a tolerar a exposição do que se passa nos gabinetes das casas legislativas'”. ## Peculato Flávio Bolsonaro foi denunciado pela Promotoria do Rio pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema das “rachadinhas”. Nele, assessores do gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio devolviam parte ou a quase totalidade dos salários ao ex-assessor Fabrício Queiroz, que então usava o dinheiro para quitar despesas do senador, como o pagamento da escola das filhas e o financiamento de imóveis no Rio. Flávio Bolsonaro é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema das "rachadinhas" — Rafaela Felicciano/Metrópoles O filho do presidente é apontado como o líder da organização criminosa. De acordo com o MP, o esquema teria desviado ao menos R$ 6,1 milhões dos cofres públicos da Assembleia fluminense e levou a um “enriquecimento ilícito” de Flávio ao longo dos anos --------------------------------------------------------------------------------------------------------------